terça-feira, 18 de agosto de 2009

Parque Nacional da Kissama


No passado sábado dia 25 de Junho fui fazer mais uma viagem por Angola, desta vez uma viagem aqui bem perto de Luanda (120km a sul de Luanda) fui ao Parque Nacional da Kissama.O Parque conta com cerca de 9.960 Km2. Junto á estrada existe um pequeno posto de controlo para a entrada do parque, desde esse ponto até ao centro do parque são cerca de 50km, durante esses 50km caminha-se numa estrada onde só se passa de jipe, fui num pequeno Jimny. Pelo caminho vi várias espécies de aves e alguns veados e chitais. Quase no final do caminho existe um portão enorme onde se encontra um guarda que contro-la as entradas no parque, ali identificam quantas pessoas são e paga-se a entrada do parque. Apesar do parque ser enorme ele conta com poucas espécies de animais (Elefantes, Girafas, Zebras, Veados, entre outros), ao chegar ao parque dirigimo-nos á recepção ali tiramos as nossas dúvidas e planeamos a nossa viagem pelo parque. Enquanto esperamos pelo guia divertimo-nos com os macacos que por ali andavam soltos, tomamos o nosso cafézito, etc etc... Quando o guia chegou começamos a nossa viagem, com a duração de 2:30h, passeamos pelo parque todo, cheios de vontade de pelo menos ver alguns elefantes, mas só vimos veados, Chitais e Gnus. Passamos duas vezes pelo rio Kuanza para ver se viamos os elefantes mas não conseguimos nada, a única coisa que vimos dos elefantes foi apenas pegadas e algumas fezes pelo caminho... Mas foi lindo toda a paissagem, ver os veados e macacos por ali á solta, um passeio espéctacular.
Contam que durante a guerra a população que fugiu das províncias buscando abrigo em Luanda começou a caçar os animais e entre eles os elefantes para vender o marfim. Mas hoje as coisas são diferentes, os animais estão de volta, alguns vindo da África do Sul e aumentando dia após dia e ainda vivendo livres e longe das suas presas. Chegando ao fim da nossa viagem, paramos um pouco para relaxar e podermos comer qualquer coisa. Além do parque contar com um restaurante dicidimos levar comida.
No parque também podemos passar a noite, deve ser uma noite bem relaxante a ouvir os sons da natureza, mas fomos só mesmo para ver os animais e passar um tempo pelo parque.Viemos embora, fazer mais aqueles 50km de uma estrada em péssimas condições... Quando chove aquela estrada deve ser uma maravilha para se andar de jipe... Chagando ao fim do caminho foi um suspiro de alívio (uma estrada alcatroada)...
E assim foi mais um local visitado por terras de Angola...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mais uma viagem por Angola!!


Mais um dia de viagem por Angola, desta vez a Malange e ás Quedas de Kalandula, e uma breve paragem pelo Dondo (cidade onde se fabrica a Cerveja EKA, uma marca Angolana, além da mais conhecida cerveja CUCA fabricada em Luanda).
A paragem pior foi em Ndalatando, pois uma paragem forçada pelo posto de controlo onde se encontrava um membro da DEFA (Departamento de Emigração e Fronteiras de Angola), que todo mal disposto começou a verificar se todos estavamos com os passaportes legais, mas no 2º carro pela ideia do gajo da DEFA o condutor estava a conduzir ilegal sem o papel da autorização de conduzir aquela carrinha em Angola, então queria o prender, tivemos de ir até ao departamento da DEFA em Ndalatando para ver o que sucedia, afim de quase 1h saímos todos felizes e seguimos o resto da nossa viagem até Malange.
Pelo caminho vimos de longe (Pungo Andongo) que são umas pedras negras enormes no meio do nada. Aldeias típicas de Angola, com miúdos a brincar na rua, cabras, bodes e porcos pretos a passarem a estrada de um lado para o outro, coisas lindas só mesmo em África.Chegamos a Malange (a mais de 400km de Luanda), mais uma zona espectacular em Angola, foi uma visita rápida só mesmo paragem para almoçar. Almoçamos no restaurante “O Triângulo”. Ao fim do almoço seguimos viagem para as Quedas de Kalandula, uma zona mesmo brutal, nunca vi uma coisa destas, mas quando eu digo brutal é que é mesmo brutal. O barulho da água a cair, os miúdos a tomar banho no cimo das Quedas, algumas mulheres a lavar a roupa, muita gente a passar ali uma linda tarde naquela paisagem magnífica.Afim de algum tempo por ali com umas fotos aqui outras ali, a apreciar aquela beleza, a vista do pequeno miradouro “linda”, um dia muito bem passado...Mais uma das muitas coisas bonitas de se ver em Angola (África é linda)... Aconselho a visitarem África... Espero durante este tempo que aqui estou e vou ficar conhecer muito e muito mais do que conheço. Além da viagem ao Lobito no início do ano esta foi mais uma viagem maravilhosa...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Depois do adeus...

É difícil ficar longe das pessoas que a gente ama, quando fazemos escolhas corremos certos riscos.
Esta foi minha escolha, ás vezes choro, outras vezes rio. Sinto a falta da minha família...
O quanto eu fico ancioso que chegue o final do dia para poder comunicar com a minha família e meus amigos.
Agarrei-me muito aos meus lindos sobrinhos, adoro-os choro quando os vejo ou os oiço...
Entendi agora que os melhores amigos são aqueles que estão em casa à nossa espera.

Acredito que nos momentos mais difíceis da vida eles sempre estarão por perto.
E se por acaso a dor me chegar tenho a certeza que ao meu lado vão estar.
Para me acolher e me amparar, pois não há nada como uma família.
Para a minha família eu vou querer voltar, minha família me ama e me espera.
Para ao meu lado sempre estar...
Às vezes muitas muralhas surgem pelo nosso caminho, mas em casa alguém feliz te espera para te apoiar.

À minha família!
EU VOS AMO...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Depois de muito esperar.

Depois de muito esperar, num dia como outro qualquer decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades, e sim eu mesmo ir buscá-las.
Decidi ver cada problema, como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada noite, como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia, como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia, descobri que o meu único rival, não era mais que as minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me preocupar com o outro mas sim mais comigo.
Agora, simplesmente me preocupo saber o melhor que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, é sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor é poder sempre chamar alguém de “amigo”.
Hoje, descobri que o amor é mais que um simples estado de sintonia entre as maneiras de ser das duas pessoas.
Hoje, descobri que o amor não é nada mais que uma filosofia de vida.
Hoje, aprendi o significado da frase “Quem tudo dá, tudo perde”.
Hoje, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.

E a partir de hoje, já não durmo para descansar, mas sim durmo para sonhar.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ilha do Mussulo


Costumamos dar o nome de ilha a um pedaço de Terra cercado de mar por todos os lados... Mas em Angola é diferente basta ter mar dos dois lados para ser uma ilha... Também não sei se alguma vez esta Ilha foi aquilo que chamamos Ilha. Mas o melhor transporte para lá ir é de barco.
Na passada quarta-feira, 4 de Fevereiro, fui com alguns familiares e amigos conhecer uma ilha muito falada aqui em Angola, a Ilha do Mussulo. No embarcador entrei num barco estilo os nossos barcos dos pescadores, para ir até ao local desejado na Ilha, fazendo aquele caminho e vendo a cidade de Luanda lá ao fundo sobre o Oceano Atlântico, uma coisa espectacular.
Além de um grande escaldão que apanhei, parecia uma lagosta humana, e acho que nunca tinha apanhado um escaldão assim desta maneira. Mas foi um dia muito bem passado...
Não conhecendo o centro da ilha, pois estive na língua do Mussulo “a ponta da ilha”, acho que seja uma ilha semi-civilizada, pois falta ali uma infra-estrutura 5 estrelas, para os turistas que a visitam.
Imaginem uma ilha algum pequena, que se pode atravessar os seus extremos, a pé (mais ou menos 2 horas) cercada de coqueiros e de vegetação selvagem. Com uma areia branca, um mar extremamente calmo e quente. Com a companhia de cardumes de peixe e caragueijos á beira do mar.
É assim o Mussulo, um local agradável.
Já tinha ido até ao buraco do Mussulo que fica mais ou menos a meio da Ilha.
Muitas pessoas passam por ali com os seus barcos de passeio e as suas motas de água, uma zona para se fazer alguma pesca, senti vontade de ter por cá o meu equipamento de pesca submarina para poder fazer uma pescaria.
Tomára que a civilização não destrua este local agradável para todos nós.
Portanto, Luanda possui lugares bonitos além da Ilha de Luanda que vale a pena serem visitados.
Espero voltar lá muitas mais vezes...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

“Angola” 22 anos depois cá voltei eu novamente.

Eu tinha os meus 4 anos de idade quando vim pela 1ª vez a Luanda, hoje passado 22 anos vejo os locais onde estive mas nada me diz que por aqui andei. O hotel onde estava alojado “Hotel Vice-Rei”, junto á Igreja da Sagrada Família hoje tem como nome de “Loanda Hotel” inaugurado na passada sexta-feira dia 16 de Janeiro.
Nessa altura vim passar o Natal e o Ano Novo com o meu pai que aqui trabalhava na Teixeira Duarte, umas festas diferentes do que passei até agora em Portugal, com muito calor e idas à praia, um país mesmo tropical com as águas do Atlântico sul bem quentinhas. Este ano foi sentir isso de novo, as temperaturas aqui derivam entre os 27 e os 32 graus, no fim de semana do Natal e do Ano Novo fui à praia, quando em Portugal nesta altura estaria cheio de roupa e embrulhado em cobertores.
Hoje sou eu quem procura a minha felicidade trabalhando por aqui, já me encontro aqui desde Novembro de 2008 e espero ficar mais algum tempo. Pois o país que eu amo não anda nada bem com este problema que afecta quase o mundo inteiro “a crise económica”, acho que esta foi a minha melhor opção, vir para um país onde vejo que a crise não deve chegar com tanta facilidade. Aqui gastasse muito dinheiro, 100 kuanzas vale 1€ (+/-), aqui não existem moedas, só notas. Enquanto em Portugal uma coisa vale “X” aqui vale 3 vezes mais.
No dia que cheguei foi o dia em que apanhei o maior susto, assim que saí do aeroporto vi uma multidão de pessoal cá fora para tentar ajudar a levar as bagagens para ganhar umas gazozas, e outros para tentar assaltar. Por isso assim que se chega o melhor é nem ligar a nada do que eles dizem e seguir até á pessoa que nos vai buscar. Durante uns tempos isto ainda me fazia alguma confusão tinha medo de sair, mas hoje já tudo passou e já ando sem qualquer problema na rua, mas sempre com olho para tudo, pois nunca se sabe de onde eles aparecem.
Existem muitos táxis que nós chamamos o candongueiro (as famosas carrinhas azuis e brancas), são por vezes os grandes culpados das confusões do trânsito em Luanda, mas grandes confusões mesmo, eu que me queixava do trânsito em Lisboa isto aqui é muito pior, para fazer 30km por vezes demoro 2h. As estradas têm quase todas 2 a 3 faixas de rodagem eles aqui inventam 4 ou 5 faixas, se houver espaço para o lado então serve para mais 1 faixa. Existe um grande desrespeito pelo outro, as motas (existem milhares de motas) andam sempre por aí que parecem formigas doidas na estrada, se não temos cuidado podemos atropelar alguma, enquanto as pessoas atravessam as estradas nas maiores das calmas e sem stress.
Aqui encontra-se de tudo, miúdos na rua a vender cabides para a roupa, chinelos, óculos, extensões eléctricas, carregadores de telemóvel, prateleiras, ferros de engomar, etc... E as mulheres na rua a vender Mangas pequenas e grandes, Pêra Abacate, Bananas, Abacaxis, entre outros frutos tropicais. Nos mercados do artesanato vimos quadros de areia e de óleo pintados à mão entre outros artesanatos em madeira pau preto e madeira rosa, coisas lindas de se ter em casa, mas tem de se saber negociar.
A polícia aqui também é muito diferente, mandam-nos parar, nós pulas (brancos) que por vezes somos os que mais paramos (fora os candongueiros), mas entre muita conversa (e algumas gazozas) lá conseguimos seguir a nossa viagem. Existe muita polícia pela cidade de Luanda.
Em Angola tem uma coisa boa, todos os feriados que calhem ao fim de semana passam para o dia de semana, mas entre coisas boas também existem coisas más, coisas que por vezes temos de olhar para o lado como alguma miséria, crianças na rua que para ganhar algum dinheirito engraxam os sapatos das pessoas, lavam os carros e por vezes fazem favores a outras pessoas, isso fica tudo nos seus 200akz e os 500akz (2€ e os 5€). Existe também muita rapariga que tentam ter alguma relação com os pulas.
Já passei por muitas localidades como por exemplo o Lobito, Sumbe, Porto Aboim, as Cachoeiras do Rio Queve, Barra do Kuanza, Viana, a praia do Sangano e do Buraco, zonas muito bonitas aqui em Angola, quero ainda ver mais, muito mais.
Muitas coisas tenho para contar, a maneira como eles falam, as palavras que eles usam, (ya tá fixe, tá bala, cumbu, camba, mambo, maezinha, nha madrinha, comé meu cota) entre muitas outras.
Por agora fico por aqui se não escrevia 5 a 6 páginas, com o passar do tempo vou escrevendo de tudo um pouco do que se vive aqui.

O início de uma paixão...



Pelo final dos anos 80 início dos anos 90, uma criança com os seus 5/6 anos de idade foi para a escola como fazia todos os dias. Num dos intervalos da escola, apareceu uma senhora com uns papeis para escrever os nomes dos alunos que queriam ir para a Dança de Salão, a professora virou-se para ele e disse-lhe, "Tu é que te devias inscrever, não achas?" todo atrapalhado lá aceitou... Assim, quando chega a casa entregou a folha de inscrição aos seus encarregados de educação, a sua mãe gostou da ideia mas o seu pai é que não, pois dizia que a dança era só para maricas, ele queria que o seu filho fosse futebolista... Entretanto, lá assinaram o papel e no sabado seguinte lá foi ele todo contente com a sua irmã para as aulas de dança, pois ela também se queria inscrever... A criança toda contente entra no salão, onde já se encontravam os seus colegas de escola. No mesmo dia começou a aprender alguns passos. Quando chega a casa todo contente mostrou aquilo que aprendeu com a sua irmã, e o pai dessa criança continuava sempre com a mesma história "Isso é só para maricas"... Passado alguns anos na dança (pois a criança começou a gostar muito do desporto que praticava), teve um espectaculo na sua terra foi o 1º que seu pai foi assistir, pois quem lhe acompanhava mais era a sua mãe. No final do espectaculo a criança e seu par foram dançar uma Rumba Negra, naquela altura dançava-se o Bolero, Rumba Negra e o Cha Cha Cha também era diferente, ao dançar a tal Rumba Negra no final da música o par tinha todo o publico de pé a aplaudir até que o seu pai lá encostado a um canto repara naquilo e sente um grande orgulho, e começa a chorar de alegria. A partir desse dia o seu pai começou a apostar e a ajudar mais o seu filho... Com tanta ajuda dele que com o passar dos anos se apaixonou pelo seu desporto... Hoje já com alguns anos de dança entre muitos altos e baixos, é com uma inorme tristeza minha que já não danço (só dou aulas), mas mesmo assim continuo apaixonado pelo meu desporto que é a "DANÇA DESPORTIVA"...

Prazer em conhecer-te

Meu nome é...
Não sou velho, ainda sou um jovem um pouco avançado...
Mas alguém diz que eu ás vezes ainda sou uma criança, provalvelmente...
De vez em quando sabe bem sentirmo-nos o quanto eramos crianças, e também quando estamos juntos delas... Pois com dois lindos sobrinhos (são a minha paixão) ainda sentimos mais...
Vivi já algumas coisas na vida, pratico um grande desporto, um desporto que eu AMO desde os meus 5/6 anos de idade "DANÇA DESPORTIVA"... Com muitos altos e baixos e com algumas injustiças mas ainda me perco pelo meu desporto...
Hoje estou em Luanda (Angola) procuro um pouco de felicidade por aqui, já que o nosso país está como está e na minha opinião não vejo melhoras nisso...

Acho que não vou escrever aqui mais nada de mim... Aos poucos vou escrevendo um pouco de tudo...
Simplesmente quero aqui grandes assuntos sobre tudo um pouco, quiz criar este espaço para também poder dizer aquilo que penso...

Um grande abraço a todos e boa estadia...