Eu tinha os meus 4 anos de idade quando vim pela 1ª vez a Luanda, hoje passado 22 anos vejo os locais onde estive mas nada me diz que por aqui andei. O hotel onde estava alojado “Hotel Vice-Rei”, junto á Igreja da Sagrada Família hoje tem como nome de “Loanda Hotel” inaugurado na passada sexta-feira dia 16 de Janeiro.
Nessa altura vim passar o Natal e o Ano Novo com o meu pai que aqui trabalhava na Teixeira Duarte, umas festas diferentes do que passei até agora em Portugal, com muito calor e idas à praia, um país mesmo tropical com as águas do Atlântico sul bem quentinhas. Este ano foi sentir isso de novo, as temperaturas aqui derivam entre os 27 e os 32 graus, no fim de semana do Natal e do Ano Novo fui à praia, quando em Portugal nesta altura estaria cheio de roupa e embrulhado em cobertores.
Hoje sou eu quem procura a minha felicidade trabalhando por aqui, já me encontro aqui desde Novembro de 2008 e espero ficar mais algum tempo. Pois o país que eu amo não anda nada bem com este problema que afecta quase o mundo inteiro “a crise económica”, acho que esta foi a minha melhor opção, vir para um país onde vejo que a crise não deve chegar com tanta facilidade. Aqui gastasse muito dinheiro, 100 kuanzas vale 1€ (+/-), aqui não existem moedas, só notas. Enquanto em Portugal uma coisa vale “X” aqui vale 3 vezes mais.
No dia que cheguei foi o dia em que apanhei o maior susto, assim que saí do aeroporto vi uma multidão de pessoal cá fora para tentar ajudar a levar as bagagens para ganhar umas gazozas, e outros para tentar assaltar. Por isso assim que se chega o melhor é nem ligar a nada do que eles dizem e seguir até á pessoa que nos vai buscar. Durante uns tempos isto ainda me fazia alguma confusão tinha medo de sair, mas hoje já tudo passou e já ando sem qualquer problema na rua, mas sempre com olho para tudo, pois nunca se sabe de onde eles aparecem.
Existem muitos táxis que nós chamamos o candongueiro (as famosas carrinhas azuis e brancas), são por vezes os grandes culpados das confusões do trânsito em Luanda, mas grandes confusões mesmo, eu que me queixava do trânsito em Lisboa isto aqui é muito pior, para fazer 30km por vezes demoro 2h. As estradas têm quase todas 2 a 3 faixas de rodagem eles aqui inventam 4 ou 5 faixas, se houver espaço para o lado então serve para mais 1 faixa. Existe um grande desrespeito pelo outro, as motas (existem milhares de motas) andam sempre por aí que parecem formigas doidas na estrada, se não temos cuidado podemos atropelar alguma, enquanto as pessoas atravessam as estradas nas maiores das calmas e sem stress.
Aqui encontra-se de tudo, miúdos na rua a vender cabides para a roupa, chinelos, óculos, extensões eléctricas, carregadores de telemóvel, prateleiras, ferros de engomar, etc... E as mulheres na rua a vender Mangas pequenas e grandes, Pêra Abacate, Bananas, Abacaxis, entre outros frutos tropicais. Nos mercados do artesanato vimos quadros de areia e de óleo pintados à mão entre outros artesanatos em madeira pau preto e madeira rosa, coisas lindas de se ter em casa, mas tem de se saber negociar.
A polícia aqui também é muito diferente, mandam-nos parar, nós pulas (brancos) que por vezes somos os que mais paramos (fora os candongueiros), mas entre muita conversa (e algumas gazozas) lá conseguimos seguir a nossa viagem. Existe muita polícia pela cidade de Luanda.
Em Angola tem uma coisa boa, todos os feriados que calhem ao fim de semana passam para o dia de semana, mas entre coisas boas também existem coisas más, coisas que por vezes temos de olhar para o lado como alguma miséria, crianças na rua que para ganhar algum dinheirito engraxam os sapatos das pessoas, lavam os carros e por vezes fazem favores a outras pessoas, isso fica tudo nos seus 200akz e os 500akz (2€ e os 5€). Existe também muita rapariga que tentam ter alguma relação com os pulas.
Já passei por muitas localidades como por exemplo o Lobito, Sumbe, Porto Aboim, as Cachoeiras do Rio Queve, Barra do Kuanza, Viana, a praia do Sangano e do Buraco, zonas muito bonitas aqui em Angola, quero ainda ver mais, muito mais.
Muitas coisas tenho para contar, a maneira como eles falam, as palavras que eles usam, (ya tá fixe, tá bala, cumbu, camba, mambo, maezinha, nha madrinha, comé meu cota) entre muitas outras.
Por agora fico por aqui se não escrevia 5 a 6 páginas, com o passar do tempo vou escrevendo de tudo um pouco do que se vive aqui.
Nessa altura vim passar o Natal e o Ano Novo com o meu pai que aqui trabalhava na Teixeira Duarte, umas festas diferentes do que passei até agora em Portugal, com muito calor e idas à praia, um país mesmo tropical com as águas do Atlântico sul bem quentinhas. Este ano foi sentir isso de novo, as temperaturas aqui derivam entre os 27 e os 32 graus, no fim de semana do Natal e do Ano Novo fui à praia, quando em Portugal nesta altura estaria cheio de roupa e embrulhado em cobertores.
Hoje sou eu quem procura a minha felicidade trabalhando por aqui, já me encontro aqui desde Novembro de 2008 e espero ficar mais algum tempo. Pois o país que eu amo não anda nada bem com este problema que afecta quase o mundo inteiro “a crise económica”, acho que esta foi a minha melhor opção, vir para um país onde vejo que a crise não deve chegar com tanta facilidade. Aqui gastasse muito dinheiro, 100 kuanzas vale 1€ (+/-), aqui não existem moedas, só notas. Enquanto em Portugal uma coisa vale “X” aqui vale 3 vezes mais.
No dia que cheguei foi o dia em que apanhei o maior susto, assim que saí do aeroporto vi uma multidão de pessoal cá fora para tentar ajudar a levar as bagagens para ganhar umas gazozas, e outros para tentar assaltar. Por isso assim que se chega o melhor é nem ligar a nada do que eles dizem e seguir até á pessoa que nos vai buscar. Durante uns tempos isto ainda me fazia alguma confusão tinha medo de sair, mas hoje já tudo passou e já ando sem qualquer problema na rua, mas sempre com olho para tudo, pois nunca se sabe de onde eles aparecem.
Existem muitos táxis que nós chamamos o candongueiro (as famosas carrinhas azuis e brancas), são por vezes os grandes culpados das confusões do trânsito em Luanda, mas grandes confusões mesmo, eu que me queixava do trânsito em Lisboa isto aqui é muito pior, para fazer 30km por vezes demoro 2h. As estradas têm quase todas 2 a 3 faixas de rodagem eles aqui inventam 4 ou 5 faixas, se houver espaço para o lado então serve para mais 1 faixa. Existe um grande desrespeito pelo outro, as motas (existem milhares de motas) andam sempre por aí que parecem formigas doidas na estrada, se não temos cuidado podemos atropelar alguma, enquanto as pessoas atravessam as estradas nas maiores das calmas e sem stress.
Aqui encontra-se de tudo, miúdos na rua a vender cabides para a roupa, chinelos, óculos, extensões eléctricas, carregadores de telemóvel, prateleiras, ferros de engomar, etc... E as mulheres na rua a vender Mangas pequenas e grandes, Pêra Abacate, Bananas, Abacaxis, entre outros frutos tropicais. Nos mercados do artesanato vimos quadros de areia e de óleo pintados à mão entre outros artesanatos em madeira pau preto e madeira rosa, coisas lindas de se ter em casa, mas tem de se saber negociar.
A polícia aqui também é muito diferente, mandam-nos parar, nós pulas (brancos) que por vezes somos os que mais paramos (fora os candongueiros), mas entre muita conversa (e algumas gazozas) lá conseguimos seguir a nossa viagem. Existe muita polícia pela cidade de Luanda.
Em Angola tem uma coisa boa, todos os feriados que calhem ao fim de semana passam para o dia de semana, mas entre coisas boas também existem coisas más, coisas que por vezes temos de olhar para o lado como alguma miséria, crianças na rua que para ganhar algum dinheirito engraxam os sapatos das pessoas, lavam os carros e por vezes fazem favores a outras pessoas, isso fica tudo nos seus 200akz e os 500akz (2€ e os 5€). Existe também muita rapariga que tentam ter alguma relação com os pulas.
Já passei por muitas localidades como por exemplo o Lobito, Sumbe, Porto Aboim, as Cachoeiras do Rio Queve, Barra do Kuanza, Viana, a praia do Sangano e do Buraco, zonas muito bonitas aqui em Angola, quero ainda ver mais, muito mais.
Muitas coisas tenho para contar, a maneira como eles falam, as palavras que eles usam, (ya tá fixe, tá bala, cumbu, camba, mambo, maezinha, nha madrinha, comé meu cota) entre muitas outras.
Por agora fico por aqui se não escrevia 5 a 6 páginas, com o passar do tempo vou escrevendo de tudo um pouco do que se vive aqui.

